Fui convidada pela Ana Paula, do blogue
Lado de fora do coração, a participar numa blogagem coletiva que ela está a organizar. Trata-se de falar sobre amizades virtuais.
Ando por cá desde novembro de 2009. No mês anterior um amigo tinha-me criado um site, a meu pedido, para eu publicar os meus poemas. Inaugurado em outubro, esse site, que eu adorava, revelou-se impessoal (agora lembrei da Chica :). Não havia interação com as pessoas. Eu publicava e ficava sem saber se alguém lia, se gostavam ou não.
Um dia, pouco depois, estava eu a navegar na internet e cheguei a um blogue. Eu não sabia o que isso era, mas li e vi e gostei. E depois vi aquela barra em cima que dizia "Criar blogue". Bem, e eu criei um.
E depois mais um e mais um e mais outro. E mais alguns.
E fui conhecendo pessoas, seguindo e tendo seguidores. A minha primeira amiga virtual foi a Helô, uma amizade que ainda dura. Correspondemo-nos por email durante muito tempo. Ela ainda se lembra do dia dos meus anos.
Depois vieram as amigas portuguesas: a Teresa, a Dulce, a Ailime, a Utília, a Angelina, a Mónica Nunes. E começaram as blogagens coletivas. Conheci novos amigos, entre eles a Gisele Pontes, a Maria Luiza e a Regina. Ainda somos amigas, agora de Facebook.
E depois veio a Tina, a Ana Cristina e a Chica. Que gente linda! Lembro-me da Tina muitas vezes, deixou muitas saudades.

Durante uns anos eu fui certinha nas postagens, nas blogagens e afins. Depoi sofri uma perda muito grande, em feverereiro de 2013. E pouco a pouco fui deixando tudo. Cansava-me ler blogues, visitar, comentar. Ter de escrever com sorrisos quando eram as lágrimas que dominavam. E parei quase de vez.
Fui aconselhada a criar um novo pseudónimo (este não é o meu nome verdadeiro, toda a gente sabe) mas eu já tinha experimentado isso e não resultara. Fui deixando tudo para trás.
Até que esta semana tive um choque: a Chica ia deixar os blogues! Não pode ser, não pode ser! E graças a Deus não foi...
E eu tive tempo para pensar que quero voltar a isto, agora talvez com novos amigos, acho que alguns dos outros também abandonaram um bocadinho. E voltei. E quero ficar.
Deixo estas flores para os amigos, flores e anjos, porque a amizade é a mais linda flor e os amigos são anjos que temos a graça de conhecer.