About Me

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Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Boa semana


Boa tarde, lindezas!

Venho desejar uma boa semana a todos. Que o frio não seja muito (no Brasil) e o calor não aperte de mais (Portugal).
Beijinhos

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Coisas da vida


Havia uma colega de formação de quem eu não gostava. Sem razão nenhuma, apenas porque ela tinha um jeito que eu nunca sabia o que isso queria dizer, ora me tratava com simpatia, ora me ignorava, ora parecia minha amiga, ora era brusca. Enfim, eu simplesmente não conseguia gostar dela, e eu tentava, mas achava-a esquisita, nunca sabia com o que podia contar, da parte dela.
Ontem saímos, juntamente com outra colega, que essa sim, é minha amiga. Divertimo-nos bastante as três. Na volta, a outra amiga saiu primeiro e seguimos então as duas, ela ia deixar-me em casa, que lhe ficava em caminho. Tínhamos ido as três no carro dela.
Quando ficamos sós ela começou a desabafar. E depois de a ouvir fiquei com remorsos por o que tinha pensado dela, de como me tinha enervado com as reações dela, ora contente, ora calada. ora parecia alheia a tudo e outras vezes interessada. Enfim, nunca sabemos o que se passa na vida dos outros, julgá-los sem conhecimento de causa é um erro em que muitas vezes caímos e que impede que as amizades floresçam.
Eu preferia não saber nada, preferia detestá-la pela quase arrogância que ela muitas vezes demonstrava. Afinal, era para disfarçar, para aguentar sem chorar. Ontem chorou. Deixou cair a máscara e chorou. Que nervos me fez não poder fazer nada para a ajudar.
Resta-me oferecer-lhe a minha amizade e um ombro sempre que ela precisar. Não é suficiente mas eu não posso intrometer-me na vida dela, ela é que tem de resolver os próprios problemas, eu estarei sempre a dar-lhe força para que o consiga.
E espero que sejamos amigas daqui em diante.

sábado, 20 de junho de 2015

Um café e uma nata


O tema de hoje da blogagem coletiva proposta pela Ana Paula e pela Tina era comida. Eu bem que tentei tirar um tempinho para vir aqui falar de comida mas não deu. 
E como não deu para falar de comida propriamente dita falo do cafezinho. Gosto de tomar café mas não posso exagerar. Dois por dia e nem todos os dias, ou a enxaqueca aparece. 
Esta foto é do tempo em que eu fazia o café em casa, deixei de o fazer para não tomar mais do que os que posso, pois a cada instante lá estava eu a tomar café. 
Agora vou ao café ao pé de minha casa, tomo um e pronto. Um café expresso, muito forte e preto, com uma bela espuma cremosa e bem acastanhada, que bom.
De vez em quando como também uma nata, com canela. Maravilha.


Confira aqui mais postagens:


sábado, 13 de junho de 2015

Blogagem coletiva - A leitura da vez

Fui convidada para uma blogagem coletiva. Não sei muito bem o que é para fazer mas sei que tem a ver com livros. Eu gosto muito de livros, tenho o vício dos livros. Já tive o vício da leitura, agora anda adormecido, mas de vez em quando lá dá o ar da sua graça. 
O engraçado é que eu achava que não lia nada mas descobri que afinal até leio bastante, não leio é como antigamente, quando devorava livros sofregamente.


Escolhi estes para mostrar. Um de poesia, um policial e um que não sei bem porque ainda não acabei de o ler. 
Depois de tirar estas fotos, no domingo passado, eu ia preparar a postagem e programá-la mas acabei por não ter tempo. Entretanto já li mais alguns livros (alguns, sim, não foi só um :).
Sou do tipo que lê vários livros ao mesmo tempo.


Esta poesia é do poeta português Rui Pires Cabral (clique na foto para ler melhor). 
Eu não o conhecia mas gosto. "Morada" é uma compilação da sua poesia e vale a pena ser lido.


Este é o livro que ainda não li, "Não podemos ver o vento", da escritora e cientista portuguesa Clara Pinto Correia. Gosto muito dela mas não sei se gosto do tema deste livro, tenho receio de se tornar dramático e eu prefiro histórias mais soft. Mas tenciono acabar de o ler. 


E esta é a sinopse de um livro de Ruth Randall, a minha escritora preferida de policiais, "Perdidos no bosque". É um livro que se lê depressa e com o suspense a que a autora já nos habituou. Ela faleceu há pouco tempo, uma pena.

Pois entretanto, como disse, já li mais alguns: dois sobre as aparições de Fátima e a Irmã Lúcia e um de Mary Higgins Clark, outra das minhas autoras preferidas de policiais. Desde domingo eu li três livros, intercalados com alguma poesia aqui e ali e mais umas páginas de um livro de Padre Leo "Curados para vencer a Batalha", que ando a ler aos pouquinhos.
 Para quem achava que não lia nada até que a coisa não é bem assim, pois não? :))

Confira aqui mais blogagens:




quarta-feira, 3 de junho de 2015

Um soneto

Texto que publiquei hoje no facebook:

4º e último dia da postagem poética. Hoje trago um soneto de minha autoria. E trago-o porque o fiz ontem e foi uma vitória, digamos assim, pois há muito tempo que as rimas deixaram de me ser fáceis. Depois de me habituar à não-rima, e custou-me fazê-lo mas quis experimentar outros géneros de poesia, as rimas deixaram simplesmente de gostar de mim. Não me saía nada, só as mais básicas e mesmo assim a muito custo. Mas ontem consegui escrever um soneto, que já publiquei num dos meus blogues e deixo também aqui:

Quero escrever um poema


Eu quero escrever um poema que fale de amor.
Não do amor que mata mas do amor que constrói.
Que faz a vida acontecer e atravessa o mar e a dor
E que mesmo doendo é um doer que não dói.

Eu quero escrever um poema que fale de amor.
Do amor que encanta… Que eleva e não destrói...
Que sem temer arrisca... Que é mais calor e ardor
Do que outra pessoa algum dia nos foi.

Quero escrever sobre um amor assim, apaixonado
como ninguém já viu. Um poema enamorado
e que enamore quem o ler. Livre de penas.

Que faça esquecer as dores e as mágoas passadas...
Que apague tantas lágrimas já choradas...
Que seja o mais extasiado dos poemas...

Felipa Monteverde

terça-feira, 2 de junho de 2015

2º e 3º dia da postagem poética no facebook

Este foi o segundo poema que partilhei no facebook, na postagem poética em que estou a participar:

Até Amanhã
Sei agora como nasceu a alegria,
como nasce o vento entre barcos de papel,
como nasce a água ou o amor
quando a juventude não é uma lágrima.
É primeiro só um rumor de espuma
à roda do corpo que desperta,
sílaba espessa, beijo acumulado,
amanhecer de pássaros no sangue.
É subitamente um grito,
um grito apertado nos dentes,
galope de cavalos num horizonte
onde o mar é diurno e sem palavras.
Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou
para que tu as ames comigo:
a juventude, o vento e as areias.

Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã"


E este foi o poema que partilhei hoje, 3º dia da postagem poética:

Quase um Poema de Amor

Há muito tempo já que não escrevo um poema 
De amor. 
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza! 
A nossa natureza 
Lusitana 
Tem essa humana 
Graça 
Feiticeira 
De tornar de cristal 
A mais sentimental 
E baça 
Bebedeira. 

Mas ou seja que vou envelhecendo 
E ninguém me deseje apaixonado, 
Ou que a antiga paixão 
Me mantenha calado 
O coração 
Num íntimo pudor, 
— Há muito tempo já que não escrevo um poema 
De amor. 

Miguel Torga, in 'Diário V' 

domingo, 31 de maio de 2015

Um poema de Florbela Espanca

POETAS

Ai as almas dos poetas
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.

Andam perdidas na vida,
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!

Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas.

E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma pra sentir
A dos poetas também!

(Florbela Espanca)

Com este poema iniciei a participação da postagem coletiva durante quatro dias, no facebook, para a qual fui convidada por uma amiga. Decidi publicar também aqui (a ver se consigo fazê-lo nos próximos três dias também).
Tenho várias atividades que ocupam muito do meu tempo livre: aulas de Inglês, Espanhol e Informática, momentos de oração nos Grupos a que pertenço e a organização de alguns eventos, e por isso não me resta muito tempo para vir aos blogues. Sempre que tiver um tempinho eu venho, peço desculpa pela escassez de visitas aos blogues das amigas e deixo um beijinho para todas.