About Me

A minha foto
Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Nossa Senhora de Fátima do século XVII

Li há anos esta anedota:

A nova rica numa loja de antiguidades:
- Tem Nossas Senhoras de Fátima do século XVII?

O que me ri com isto!

Pois bem, hoje encontrei uma Nossa Senhora de Fátima do século XVII.
Está à venda aqui.
Descreve-se como estando em bom estado mas a necessitar de algum restauro.


Para quem não sabe, esta imagem é de Nossa Senhora de Fátima, a tal que apareceu aos três Pastorinhos em 1917. Século XX, portanto.
Nem sequer é das primeiras, pois as primeiras imagens a serem produzidas não tinham coroa mas um arco. Eu tenho uma imagem de 1928 e por isso sei.
E não dá para enganar, pois apesar de haver muitas Nossas Senhoras (sendo todas a mesma, mas com vários títulos) cada uma tem características únicas que a identificam.

Este anúncio é uma fraude. E o seu autor pede por esta imagem nem mais nem menos que a bela quantia de 1 200,00 €.

O anúncio

Li há bocado num jornal local: cavalheiro de 53 anos procura senhora de 50 a 54 anos, altura entre 1,60 e 1,65, com carta de condução e sem compromissos, para relação séria. Seguia-se nº de telemóvel.
E eu pensei: caramba, as baixinhas e as que não têm carta de condução não são dignas de um cavalheiro?

terça-feira, 7 de julho de 2015

Boa semana


Boa tarde, lindezas!

Venho desejar uma boa semana a todos. Que o frio não seja muito (no Brasil) e o calor não aperte de mais (Portugal).
Beijinhos

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Coisas da vida


Havia uma colega de formação de quem eu não gostava. Sem razão nenhuma, apenas porque ela tinha um jeito que eu nunca sabia o que isso queria dizer, ora me tratava com simpatia, ora me ignorava, ora parecia minha amiga, ora era brusca. Enfim, eu simplesmente não conseguia gostar dela, e eu tentava, mas achava-a esquisita, nunca sabia com o que podia contar, da parte dela.
Ontem saímos, juntamente com outra colega, que essa sim, é minha amiga. Divertimo-nos bastante as três. Na volta, a outra amiga saiu primeiro e seguimos então as duas, ela ia deixar-me em casa, que lhe ficava em caminho. Tínhamos ido as três no carro dela.
Quando ficamos sós ela começou a desabafar. E depois de a ouvir fiquei com remorsos por o que tinha pensado dela, de como me tinha enervado com as reações dela, ora contente, ora calada. ora parecia alheia a tudo e outras vezes interessada. Enfim, nunca sabemos o que se passa na vida dos outros, julgá-los sem conhecimento de causa é um erro em que muitas vezes caímos e que impede que as amizades floresçam.
Eu preferia não saber nada, preferia detestá-la pela quase arrogância que ela muitas vezes demonstrava. Afinal, era para disfarçar, para aguentar sem chorar. Ontem chorou. Deixou cair a máscara e chorou. Que nervos me fez não poder fazer nada para a ajudar.
Resta-me oferecer-lhe a minha amizade e um ombro sempre que ela precisar. Não é suficiente mas eu não posso intrometer-me na vida dela, ela é que tem de resolver os próprios problemas, eu estarei sempre a dar-lhe força para que o consiga.
E espero que sejamos amigas daqui em diante.

sábado, 20 de junho de 2015

Um café e uma nata


O tema de hoje da blogagem coletiva proposta pela Ana Paula e pela Tina era comida. Eu bem que tentei tirar um tempinho para vir aqui falar de comida mas não deu. 
E como não deu para falar de comida propriamente dita falo do cafezinho. Gosto de tomar café mas não posso exagerar. Dois por dia e nem todos os dias, ou a enxaqueca aparece. 
Esta foto é do tempo em que eu fazia o café em casa, deixei de o fazer para não tomar mais do que os que posso, pois a cada instante lá estava eu a tomar café. 
Agora vou ao café ao pé de minha casa, tomo um e pronto. Um café expresso, muito forte e preto, com uma bela espuma cremosa e bem acastanhada, que bom.
De vez em quando como também uma nata, com canela. Maravilha.


Confira aqui mais postagens:


sábado, 13 de junho de 2015

Blogagem coletiva - A leitura da vez

Fui convidada para uma blogagem coletiva. Não sei muito bem o que é para fazer mas sei que tem a ver com livros. Eu gosto muito de livros, tenho o vício dos livros. Já tive o vício da leitura, agora anda adormecido, mas de vez em quando lá dá o ar da sua graça. 
O engraçado é que eu achava que não lia nada mas descobri que afinal até leio bastante, não leio é como antigamente, quando devorava livros sofregamente.


Escolhi estes para mostrar. Um de poesia, um policial e um que não sei bem porque ainda não acabei de o ler. 
Depois de tirar estas fotos, no domingo passado, eu ia preparar a postagem e programá-la mas acabei por não ter tempo. Entretanto já li mais alguns livros (alguns, sim, não foi só um :).
Sou do tipo que lê vários livros ao mesmo tempo.


Esta poesia é do poeta português Rui Pires Cabral (clique na foto para ler melhor). 
Eu não o conhecia mas gosto. "Morada" é uma compilação da sua poesia e vale a pena ser lido.


Este é o livro que ainda não li, "Não podemos ver o vento", da escritora e cientista portuguesa Clara Pinto Correia. Gosto muito dela mas não sei se gosto do tema deste livro, tenho receio de se tornar dramático e eu prefiro histórias mais soft. Mas tenciono acabar de o ler. 


E esta é a sinopse de um livro de Ruth Randall, a minha escritora preferida de policiais, "Perdidos no bosque". É um livro que se lê depressa e com o suspense a que a autora já nos habituou. Ela faleceu há pouco tempo, uma pena.

Pois entretanto, como disse, já li mais alguns: dois sobre as aparições de Fátima e a Irmã Lúcia e um de Mary Higgins Clark, outra das minhas autoras preferidas de policiais. Desde domingo eu li três livros, intercalados com alguma poesia aqui e ali e mais umas páginas de um livro de Padre Leo "Curados para vencer a Batalha", que ando a ler aos pouquinhos.
 Para quem achava que não lia nada até que a coisa não é bem assim, pois não? :))

Confira aqui mais blogagens:




quarta-feira, 3 de junho de 2015

Um soneto

Texto que publiquei hoje no facebook:

4º e último dia da postagem poética. Hoje trago um soneto de minha autoria. E trago-o porque o fiz ontem e foi uma vitória, digamos assim, pois há muito tempo que as rimas deixaram de me ser fáceis. Depois de me habituar à não-rima, e custou-me fazê-lo mas quis experimentar outros géneros de poesia, as rimas deixaram simplesmente de gostar de mim. Não me saía nada, só as mais básicas e mesmo assim a muito custo. Mas ontem consegui escrever um soneto, que já publiquei num dos meus blogues e deixo também aqui:

Quero escrever um poema


Eu quero escrever um poema que fale de amor.
Não do amor que mata mas do amor que constrói.
Que faz a vida acontecer e atravessa o mar e a dor
E que mesmo doendo é um doer que não dói.

Eu quero escrever um poema que fale de amor.
Do amor que encanta… Que eleva e não destrói...
Que sem temer arrisca... Que é mais calor e ardor
Do que outra pessoa algum dia nos foi.

Quero escrever sobre um amor assim, apaixonado
como ninguém já viu. Um poema enamorado
e que enamore quem o ler. Livre de penas.

Que faça esquecer as dores e as mágoas passadas...
Que apague tantas lágrimas já choradas...
Que seja o mais extasiado dos poemas...

Felipa Monteverde

terça-feira, 2 de junho de 2015

2º e 3º dia da postagem poética no facebook

Este foi o segundo poema que partilhei no facebook, na postagem poética em que estou a participar:

Até Amanhã
Sei agora como nasceu a alegria,
como nasce o vento entre barcos de papel,
como nasce a água ou o amor
quando a juventude não é uma lágrima.
É primeiro só um rumor de espuma
à roda do corpo que desperta,
sílaba espessa, beijo acumulado,
amanhecer de pássaros no sangue.
É subitamente um grito,
um grito apertado nos dentes,
galope de cavalos num horizonte
onde o mar é diurno e sem palavras.
Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou
para que tu as ames comigo:
a juventude, o vento e as areias.

Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã"


E este foi o poema que partilhei hoje, 3º dia da postagem poética:

Quase um Poema de Amor

Há muito tempo já que não escrevo um poema 
De amor. 
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza! 
A nossa natureza 
Lusitana 
Tem essa humana 
Graça 
Feiticeira 
De tornar de cristal 
A mais sentimental 
E baça 
Bebedeira. 

Mas ou seja que vou envelhecendo 
E ninguém me deseje apaixonado, 
Ou que a antiga paixão 
Me mantenha calado 
O coração 
Num íntimo pudor, 
— Há muito tempo já que não escrevo um poema 
De amor. 

Miguel Torga, in 'Diário V' 

domingo, 31 de maio de 2015

Um poema de Florbela Espanca

POETAS

Ai as almas dos poetas
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.

Andam perdidas na vida,
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!

Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas.

E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma pra sentir
A dos poetas também!

(Florbela Espanca)

Com este poema iniciei a participação da postagem coletiva durante quatro dias, no facebook, para a qual fui convidada por uma amiga. Decidi publicar também aqui (a ver se consigo fazê-lo nos próximos três dias também).
Tenho várias atividades que ocupam muito do meu tempo livre: aulas de Inglês, Espanhol e Informática, momentos de oração nos Grupos a que pertenço e a organização de alguns eventos, e por isso não me resta muito tempo para vir aos blogues. Sempre que tiver um tempinho eu venho, peço desculpa pela escassez de visitas aos blogues das amigas e deixo um beijinho para todas.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Oláaaaaa!

Nem sei onde estou. Neste momento estou numa aula de Informática e estou a rir com os comentários dos colegas. A maioria são chamada terceira idade, muito amorosos e divertidos. Quando eu digo que não sei onde estou quero dizer em que blogue estou... já vi, era mesmo neste que queria estar. Só entrei para deixar um beijinho a todos.
E agora vou procurar uma imagem bonita para lhes deixar.


Já está. Beijinhos, vou continuar a aula.

sábado, 16 de maio de 2015

Flores - 3º dia


Hoje publico estas imagens de que gosto muito. 
Foram das primeiras fotos que tirei assim de perto, até aí eu não sabia usar essa funcionalidade da minha máquina fotográfica.


Dedico a todas as amigas, com um beijinho e votos de um ótimo fim de semana.


sexta-feira, 15 de maio de 2015

Blogagem coletiva - Amigos virtuais

Fui convidada pela Ana Paula, do blogue Lado de fora do coração, a participar numa blogagem coletiva que ela está a organizar. Trata-se de falar sobre amizades virtuais.
Ando por cá desde novembro de 2009. No mês anterior um amigo tinha-me criado um site, a meu pedido, para eu publicar os meus poemas. Inaugurado em outubro, esse site, que eu adorava, revelou-se impessoal (agora lembrei da Chica :). Não havia interação com as pessoas. Eu publicava e ficava sem saber se alguém lia, se gostavam ou não.
Um dia, pouco depois, estava eu a navegar na internet e cheguei a um blogue. Eu não sabia o que isso era, mas li e vi e gostei. E depois vi aquela barra em cima que dizia "Criar blogue". Bem, e eu criei um.
E depois mais um e mais um e mais outro. E mais alguns.
E fui conhecendo pessoas, seguindo e tendo seguidores. A minha primeira amiga virtual foi a Helô, uma amizade que ainda dura. Correspondemo-nos por email durante muito tempo. Ela ainda se lembra do dia dos meus anos.
Depois vieram as amigas portuguesas: a Teresa, a Dulce, a Ailime, a Utília, a Angelina, a Mónica Nunes. E começaram as blogagens coletivas. Conheci novos amigos, entre eles a Gisele Pontes, a Maria Luiza e a Regina. Ainda somos amigas, agora de Facebook.
E depois veio a Tina, a Ana Cristina e a Chica. Que gente linda! Lembro-me da Tina muitas vezes, deixou muitas saudades.
Durante uns anos eu fui certinha nas postagens, nas blogagens e afins. Depoi sofri uma perda muito grande, em feverereiro de 2013. E pouco a pouco fui deixando tudo. Cansava-me ler blogues, visitar, comentar. Ter de escrever com sorrisos quando eram as lágrimas que dominavam. E parei quase de vez.
Fui aconselhada a criar um novo pseudónimo (este não é o meu nome verdadeiro, toda a gente sabe) mas eu já tinha experimentado isso e não resultara. Fui deixando tudo para trás.
Até que esta semana tive um choque: a Chica ia deixar os blogues! Não pode ser, não pode ser! E graças a Deus não foi...
E eu tive tempo para pensar que quero voltar a isto, agora talvez com novos amigos, acho que alguns dos outros também abandonaram um bocadinho. E voltei. E quero ficar.
Deixo estas flores para os amigos, flores e anjos, porque a amizade é a mais linda flor e os amigos são anjos que temos a graça de conhecer.



2º dia do desafio das flores


E voltando ao desafio das flores, publico hoje, aqui e no Facebook, esta imagem. 
Tirei esta foto há um ano, em Mirandela. A minha avó tinha falecido há poucos dias.
De cada vez que vou a Mirandela lembro-me da minha avó, foi lá que escrevi um poema para ela.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Flores em jeito de amizade


Não podia deixar de agradecer todo o carinho que recebi, em forma de comentário, no post anterior. E resolvi que vou tentar ser mais frequente por aqui. 
Para começar deixo estas flores, que também partilhei no Facebook como participação num desafio que me foi feito por uma amiga. Para quem não tem conta no Facebook eu explico: trata-se mais ou menos do género blogagem coletiva, neste caso é a postagem de uma imagem de flores por dia, durante cinco dias, e ao mesmo tempo nomear cinco amigas para que façam o mesmo. Hoje é o meu primeiro dia e foi esta imagem que escolhi e partilhei.
Beijinho às amigas e fico contente por ter conhecido mais algumas, graças à Chica, que me visitaram e deixaram palavras tão lindas. Em breve irei visitá-las também, agora vou fazer o almoço :)

terça-feira, 12 de maio de 2015

A Chica se foi

A Chica foi embora. De repente desapareceu.
Entrei agora no Facebook e vi esta notícia tão triste.
O que terá acontecido, será que aconteceu algo de grave?
Há tanto tempo que eu não vinha cá que nem sei como está  Kiko, espero que estejam todos bem. Esta maldita depressão afastou-me dos blogues e das pessoas que faziam parte deste mundo de que eu gostava. Afastei-me das pessoas. Entro no Facebook e fico apenas a jogar, sem falar para ninguém. Amigas pessoais não tenho, apenas algumas pessoas com que quem me dou bem. Das virtuais, com quem trocava e-mails de vez em quando, afastei-me e já não nos correspondemos. Algumas acompanho-as no Facebook, vou vendo as publicações e por vezes fotos, mas outras não têm lá conta.
Eu gostava e tenho saudades das postagens coletivas, que saudades do Sábado Azul, que saudades da Tina. Acho que foi com a morte dela que comecei a afastar-me disto, a perceber que o mundo virtual estava mais próximo de mim do que eu pensava e que as pessoas entravam no meu coração e lá ficariam para sempre. A dor também.
Tentei entrar nos Canteiros da Vida, da Chica, e já não tenho permissão para o fazer. Apesar de continuar a receber o feed e por aí ver que a Oma está viva, elas foram no domingo visitá-la, não consegui ver no blogue. Paciência, a culpa foi minha pelo afastamento.
O meu desejo é que a Chica esteja bem, que estejam todos bem.
Um grande beijo, Chica, e muito obrigada por esses anos de atividade que muito nos engrandeceram.
Um dia eu fiz estes versos para ela. Que saudades desses tempos...